Revisão NHO 06/2017 - Avaliação da Exposição Ocupacional ao Calor


Com a segunda edição da NHO 06 de 2017 da FUNDACENTRO, a norma técnica passa a ser revisada e ampliada, cancelando e substituindo assim, a edição anterior.

Este procedimento técnico tem como objetivo estabelecer critérios e procedimentos para avaliação da exposição ocupacional ao calor que implique sobrecarga térmica ao trabalhador, resultando em risco potencial de dano à sua saúde.

As alterações decorrem a seguir, veja:

  • adoção do watt (W) como unidade para taxa metabólica, com a adequação dos limites de exposição para trabalhadores aclimatizados;
  • atualização da tabela para determinação de taxas metabólicas;
  • estabelecimento de limites de exposição para trabalhadores não aclimatizados;
  • estabelecimento de níveis de ação para trabalhadores aclimatizados;
  • estabelecimento de limite de exposição valor teto;
  • estabelecimento de correções no índice de bulbo úmido termômetro de globo (IBUTG) médio em função do tipo de vestimenta utilizada;
  • introdução de considerações sobre avaliações a céu aberto.
  • estabelecimento de região de incerteza sobre as condições de exposição para trabalhadores aclimatizados;
  • introdução de um critério de julgamento e tomada de decisão em função das condições de exposição encontradas;

A taxa metabólica é a energia produzida no interior do corpo humano por unidade de tempo observando as atividades físicas.

O que dantes era considerado como relação matemática de conversão das unidades para o homem – padrão (área superficial igual a 1,8 m²): 1 Kcal/h = 0,9859107 de 1,8 w/m² passa a ser definida como M [kcal/h] = 0,859845 x M [w].

Dessa forma os dados constantes no quadro 1 que apresenta as taxas estabelecidas em função do tipo de atividades decorre atualizado para obtenção de novos valores constantes em norma ISO 8996:2004 com exatidão de ± 20%.

A aclimatização requer a adaptação progressiva do trabalhador sob as condições de sobrecarga térmicas semelhantes àquelas augurado para a sua jornada laboral, dentro de um plano, que deve ser estruturado e formado sob orientação médica.

A aclimatização se faz não necessária para exposições ocupacionais iguais ou abaixo ao nível de ação, podendo assim voltar ao exercício de suas funções os trabalhadores não aclimatizados.

São considerados não aclimatizados os trabalhadores:

  • que iniciarem atividades que impliquem exposição ocupacional ao calor;
  • que passarem a exercer atividades que impliquem exposição ocupacional ao calor mais crítico do que aquelas a que estavam expostos anteriormente;
  • que, mesmo já anteriormente aclimatizados, tenham se afastado da condição de exposição por mais de 7 (sete) dias;
  • que tiverem exposições eventuais ou periódicas em atividades nas quais não estão expostos diariamente.

Com a finalidade de minimizar a probabilidade dos danos causados à saúde do trabalhador, a NHO 06 estabelece o nível de ação para trabalhadores aclimatizados e limite de exposição para trabalhadores não aclimatizados conforme tabela 01.

Limite de exposição ocupacional ao calor para trabalhadores aclimatizados de acordo com a tabela 02 e estabelece e o limite de exposição valor teto observado na tabela 3.

Sendo um valor de IBUTG relacionado a uma taxa metabólica que define condições extremas nas quais o trabalhador não é mais capaz de manter o equilíbrio térmico, implicando aumento da temperatura central de 1°C em menos de 15 minutos.

A norma também trouxe alterações referentes tanto ao número mínimo de leituras realizadas para avaliação da situação térmica quanto ao valor do intervalo de variação admissível, passando de 3 para 5 avaliações ou tantas quantas forem necessárias, até que a variação entre elas estejam dentro de um intervalo de ± 0,4 °C e não mais  ± 0,2 ºC como dantes determinado.

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Texto de Marcos Vinícius Gomes de Assis, pós-graduando em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade de Cândido Mendes (2018). Graduado em Engenharia Mecânica pela faculdade Pitágoras (2017). Emai:l marcos.assis5146@gmail.com.

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